20081225

20081207

- Olhe, pode parar que eu fico mesmo aqui.
- Aqui? Tem a certeza?
- Sim, diga-me quanto é que lhe devo.
- Mas isto não é sítio... vai ficar no meio da estrada... não quer que a deixe noutro lugar, estamos quase a chegar... logo me paga noutro dia se não tiver dinheiro...
- Não, não é por causa do dinheiro, na verdade não sei para onde quero ir e por isso é melhor ficar aqui. Diga-me quanto é que lhe devo se faz favor.
- Não me deve nada... Fica mesmo assim... Não lhe vou cobrar uma corrida para lado nenhum.

20081128

às vezes tenho saudades da altura em que tinha imensas certezas mas depois passa-me

20081127

assim é mais fácil
assim é mais rápido (e mais indolor também)
se eu ficar no silêncio
e o vento norte continuar a soprar
se eu ficar muito quieta (sem me mexer)
assim é mais fácil

20081123

No rádio do carro oiço a voz grave da Xana a avisar...
"Não te debruces tanto que ainda cais"

20081122

E depois há o rio. O rio e esta luz que chega à margem sul vinda não se sabe muito bem de onde. O rio e os seus humores. Este rio que não corre para lado nenhum. Estático e ainda assim líquido. O rio e a cidade do outro lado da margem. Nem sempre a vejo com a mesma nitidez. Nem sempre a percebo da mesma forma. Haverá mais do que uma?

20081116


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