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Autobiografia em Cinco Pequenos Capítulos de Portia Nelson
I
Eu caminho pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio dentro dele.
Eu estou perdido…estou desamparado.
Não é culpa minha.
Leva muito tempo para encontrar a saída.
II
Caminho pela mesma rua,
Há um buraco fundo na calçada.
Finjo que não o vejo.
Caio dentro de novo.
Não posso crer que esteja no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda leva muito tempo para sair.
III
Eu caminho pela mesma rua.
Há um buraco no fundo da calçada.
Eu vejo que ele está lá.
Eu ainda caio… é um hábito.
Os meus olhos estão abertos.
Eu sei onde estou.
É culpa minha.
Saio imediatamente.
IV
Eu caminho pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu passo ao seu redor.
V
Eu caminho por outra rua.
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Mas não fazemos a menor ideia de como se encontra ligada esta cadeia de acontecimentos. Duas hormonas regulam o processo que a olho nu parece uma lagarta a dissolver-se transformando-se numa sopa. Estas duas hormonas certificam-se de que as células que se estão a transformar de larva em borboleta sabem para onde vão e como vão alterar-se. A algumas células é dito morram; outras digerem-se a si mesmas, enquanto outras ainda se transformam em olhos, antenas e asas. Isto implica um frágil e miraculoso ritmo que tem de permanecer em equilíbrio entre criação e destruição. Verifica-se que esse ritmo depende do comprimento do dia, que por sua vez depende da rotação da Terra em redor do Sol. Portanto há milhões de anos que um ritmo cósmico está intimamente ligado ao nascimento das borboletas.
A ciência concentra-se nas moléculas mas este é um exemplo notável de inteligência em acção usando moléculas como veículos do seu próprio desígnio. O desígnio neste caso é criar uma nova criatura sem desperdiçar antigos ingredientes.“
Deepak Chopra