20090220
Não posso adiar. Diz o poeta. Fala do amor. Do abraço. Do coração. Leio este poema todos os dias. Está no computador em casa. Está no computador no trabalho. Adiar é das coisas que sei fazer melhor. Creio mesmo que me tornei uma especialista em adiamentos a prazo. Comecei por adiar as lágrimas e depois o riso. Com o tempo adiei tudo o resto. Viagens, encontros, histórias. Gestos, palavras, beijos. Adiei o corpo, naquilo de alma que o corpo tem. Não posso adiar o amor para outro século. Leio o poema. Sou o poema. Não posso adiar o coração. Não posso.
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