Ontem consegui parar. Parei à beira da estrada e fiquei a olhar para as andorinhas que voavam sobre um campo cultivado. Nas ilhas as minhas aves de primavera eram as cagarras, umas aves marinhas que fazem lembrar pequenos albatrozes. São aves resistentes que usam um vôo planado sobre as ondas do mar para percorrer grandes distâncias sem parar. São aves que nos falam de força e de confiança. Estas andorinhas disseram-me outras coisas. Falaram-me de alegria, de movimento e de celebração. Falaram-me de uma festa. Uma grande festa.
Será que assim à nossa maneira, e ainda que sem jeito de andorinha, podemos celebrar também?
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