20110104
As notícias dos primeiros dias do ano inundam-nos com tudo aquilo que aumentou de preço. Do pão ao leite, da gasolina ao bilhete do comboio, as percentagens e os euros seguem-se uns atrás dos outros nas aberturas de notícias e nas primeiras páginas. E porque não falar de todas aquelas coisas que não vão aumentar de preço? De todas aquelas coisas que não vamos pagar mais caro? De todas as coisas que não custam um único cêntimo? Porque não falar do humor, da compaixão, da amabilidade, da alegria, dos sorrisos, dos acenares de braço? Porque não falar do intangível? Do inefável? Do mistério? Do sonho? Do desejo? Porque não falar da alma e das coisas que alimentam a alma? É que a conversa da crise além de não servir para absolutamente nada já chateia pá! E depois com ou sem o FMI sempre teremos o José Mário Branco.
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