20120226
Quando escrevemos normalmente fazemos um rascunho primeiro. Rascunhos de poemas. De crónicas. Cartas. Posts. Mails. Rascunhos de uma história. E no dia-à-dia será que é possível fazer um rascunho de uma conversa difícil? Ou de um beijo? Ou então o ensaio de um gesto que nos custa fazer seja por falta de jeito ou por falta de hábito? Será que é possível editar um fim de semana? Ou rever a encenação de uma noite? Como escrever uma vida inteira sem rasgar uma folha que seja ou riscar uma palavra que saiu menos bem? O Agostinho da Silva dizia que cada pessoa é o seu maior poema. E que a vida é isso de descobrirmos que poema somos. Eu já encontrei o rascunho do meu.
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1 comentário:
Gosto deste poema que se chama Pitta Pan.
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