20100331

Conhecem aquela sensação de estar a ler pela primeira vez um texto e sentir que intimamente já conheciam aquelas palavras? Como se voltassemos a uma casa da qual não nos lembramos de alguma vez ter saído. O livro Proust era um Neurocientista une dois mundos que na verdade nunca estiveram separados, a arte e a ciência. É um bom livro para aqueles que por vezes se sentem a vaguear num mundo sem forma, permanentemente pressionados para fazer uma escolha entre sistemas de pensamento. Não é preciso. Uns e outros fazem parte do mesmo, fazem parte do todo. Como aliás, lembra o autor do livro, nos prometeu Whitman quando escreveu "a vossa própria carne será um grande poema."

Sem comentários: